“Desculpe, estou um pouco atrasado. Mas espero que ainda dê tempo de dizer que andei errado e eu entendo! As suas queixas tão justificáveis e a falta que eu fiz nessa semana. Coisas que pareceriam óbvias até pra uma criança (…) Por onde andei, enquanto você me procurava? Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava? Amor eu sinto a sua falta e a falta é a morte da esperança (…) Que a vida é mesmo coisa muito frágil. Uma bobagem, uma irrelevância. Diante da eternidade do amor de quem se ama. Por onde andei, enquanto você me procurava? E o que eu te dei foi muito pouco ou quase nada. E o que eu deixei? Algumas roupas penduradas. Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava?”
“Mas se é pra doer, que doa. Que eu chore feito criança abraçada em um travesseiro desejando te esquecer. Que eu sinta tua falta em cada sorriso que eu esbarrar pelo caminho ou em cada olhar que me enxergar de um jeito mais bonito do que você me enxergou. Que uma parte de mim seja arrancada todos os dias, de forma agressiva, mas que leve você junto. Porque eu não quero mais me contentar com esse pouco enquanto eu te entrego o mundo inteiro nas mãos. Eu não quero ser o quase ou pouquinho uma vez ou outra. Então, deixa… deixa doer. Deixa eu te lembrar e te odiar, ao mesmo tempo. Deixa eu sofrer por esse amor, até que eu veja você indo embora de uma vez e não faça nada contra isso.”